A Anthropic lançou nesta quarta-feira (7) o Claude Haiku 5.5, modelo compacto voltado a tarefas de alto volume e baixo custo, segundo o Olhar Digital e o Canaltech. O lançamento completa a família Claude 5.5, que já incluía os modelos Opus 5.5 e Sonnet 5.5.
Segundo a Anthropic, citada pelas duas publicações, o Haiku 5.5 custa em média 75% menos para operar do que o Haiku 4.5. Para solicitações de até 100 mil tokens, a queda no preço por token chega a 90%, de acordo com o Olhar Digital — faixa que, segundo a empresa, cobre cerca de 90% do uso registrado pelo modelo anterior.
Nessa faixa de até 100 mil tokens, o Olhar Digital cita os valores de US$ 0,10 (cerca de R$ 0,53) por milhão de tokens de entrada e US$ 0,50 (cerca de R$ 2,65) por milhão de tokens de saída. Acima desse volume, os preços sobem para US$ 0,50 de entrada e US$ 2,50 de saída por milhão de tokens, segundo a mesma reportagem.
Para que serve o modelo compacto
O Canaltech descreve o Haiku 5.5 como voltado a tarefas repetitivas e sensíveis a custo, como resumos, compactação de informações, consultas a bancos de dados e classificação de dados. Na configuração padrão, é o modelo mais rápido da Anthropic, o que favorece aplicações em tempo real, como atendimento ao cliente e navegação na web, segundo a publicação.
O modelo também pode funcionar como subagente de programação ao lado dos modelos maiores Opus 5.5 e Sonnet 5.5, de acordo com o Canaltech. É a primeira vez que a linha Haiku recebe um sistema de esforço ajustável: o recurso permite escolher quanto raciocínio o modelo usa antes de responder, priorizando velocidade em tarefas simples ou mais capacidade em trabalhos complexos, confirmam as duas reportagens.
Créditos para assinantes Max e Team
A Anthropic também anunciou créditos mensais de API para quem já paga por planos superiores: US$ 100 (cerca de R$ 530) para assinantes do Max 5x, US$ 200 (cerca de R$ 1.060) para o Max 20x e até US$ 500 (cerca de R$ 2.650) para clientes do plano Team, valor dividido entre os usuários da organização, segundo o Olhar Digital e o Canaltech.
Os SDKs de Python e TypeScript da empresa foram atualizados e passam a oferecer suporte beta para uso de computador e navegador pelos agentes, de acordo com as duas publicações. O Claude Haiku 5.5 já está disponível na plataforma da Anthropic e também via Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure, com o identificador claude-haiku-5-5.
Números vêm da própria empresa
A Anthropic divulgou testes internos mostrando avanço do novo modelo sobre o Haiku 4.5: no OSWorld 2.1, que mede agentes operando um computador, a pontuação subiu de 15,7% para 72,4%; no Terminal-Bench 4.0, de programação em terminal, foi de 0% para 39,2%. No Humanity's Last Exam, o Haiku 5.5 atingiu 45,9% sem ferramentas e 57,4% com ferramentas, contra 10,2% e 18,7% do modelo anterior. O Olhar Digital e o Canaltech reproduzem os mesmos números, mas ambos destacam que são resultados escolhidos e publicados pela própria Anthropic, sem avaliação independente.
O Olhar Digital cita ainda a Anthropic ao afirmar que o Haiku 5.5 apresentou menos episódios de comportamento desalinhado e menor disposição a colaborar com usos indevidos do que o Haiku 4.5. Segundo a reportagem, as proteções de cibersegurança do novo modelo ficaram mais rígidas do que as do Haiku 4.5, mas menos restritivas do que as aplicadas aos modelos mais recentes e maiores da empresa, permitindo uma gama maior de tarefas defensivas enquanto bloqueia técnicas associadas a ataques.
A documentação da plataforma da Anthropic, citada pelo Olhar Digital, também lista uma janela de contexto de um milhão de tokens para o Haiku 5.5. Com o novo modelo, a Anthropic conclui em pouco mais de duas semanas a atualização de toda a linha Claude 5.5. Sonnet e Opus continuam reservados para tarefas que exigem mais capacidade de raciocínio, enquanto o Haiku passa a ser a opção mais barata da família.


