A Emerald AI, o Google e a Nvidia anunciaram o lançamento da AI Energy Management Alliance (AEMA), uma coalizão voltada a data centers de inteligência artificial que ajustam dinamicamente o consumo de eletricidade conforme as condições da rede elétrica, segundo comunicado da Nvidia confirmado pela TechRadar.
A energia elétrica se tornou um fator que limita a expansão da infraestrutura de IA nos Estados Unidos, segundo a Nvidia. A TechRadar acrescenta que a escassez de capacidade disponível na rede já provoca atrasos de anos em novos projetos de data centers no país.
Segundo a Nvidia, os processos tradicionais de conexão à rede elétrica foram desenhados para instalações com demanda constante de energia — não para uma infraestrutura de computação capaz de reagir de forma inteligente quando o sistema elétrico está sob pressão.
Como um data center flexível funciona
Um data center flexível pode ajustar quanto consome da rede de várias formas: transferindo cargas de processamento para outros horários, usando baterias armazenadas, recorrendo a geração própria de energia ou reagindo a situações de emergência do sistema elétrico, segundo a Nvidia. A TechRadar detalha que isso inclui deslocar tarefas de alto consumo, como o treinamento de modelos, para períodos de menor demanda na rede.
Josh Parker, chefe de sustentabilidade da Nvidia, afirmou em comunicado, citado pela TechRadar, que essas futuras instalações poderão mudar a forma como consomem eletricidade a qualquer momento. "Ao criar um framework comum para desempenho, confiabilidade e colaboração, a AEMA busca ajudar os Estados Unidos a construir a infraestrutura da inteligência na velocidade e sustentabilidade que o momento exige", disse Parker, segundo a TechRadar.
A Nvidia e a Emerald AI já desenvolveram softwares próprios para administrar o consumo de energia em relação à rede elétrica, segundo a TechRadar. A aliança reúne, segundo a Nvidia, empresas de toda a cadeia entre computação e energia: plataformas de IA, provedores de infraestrutura, operadores de data centers, produtoras de energia, distribuidoras e operadores regionais da rede.
A aliança se define como "neutra em tecnologia e baseada em desempenho", segundo a Nvidia: o foco está no serviço mensurável que cada instalação consegue entregar — velocidade de resposta, duração, previsibilidade e comportamento em situações de emergência — e não em qual hardware ou software é usado. A confiabilidade da rede elétrica continua sendo prioridade, segundo a empresa.
Usar de forma mais eficiente a capacidade já instalada na rede reduz o impacto ambiental por watt consumido e ajuda a manter a energia mais acessível, segundo a Nvidia. A expectativa da empresa é que a flexibilidade também dê às concessionárias e aos operadores da rede elétrica mais confiança para conectar novas instalações de inteligência artificial em prazos mais curtos, em vez de esperar anos por uma nova ligação à rede.
Mais parceiros a caminho
Só Emerald AI, Google e Nvidia integram a aliança desde o lançamento, mas outros parceiros devem se juntar ao grupo, segundo a TechRadar. O veículo cita reportagem da SiliconANGLE segundo a qual a Anthropic será um deles.
A pressão sobre a rede elétrica é crescente: dados da Bloomberg citados pela TechRadar apontam que os data centers dos Estados Unidos, sozinhos, podem consumir até 2035 tanto gás natural quanto Alemanha e Japão somados. Um estudo da Moody's, também citado pela TechRadar, projeta que o consumo total de energia dos data centers americanos pode ultrapassar 426 terawatts-hora até 2030.
A TechRadar lembra que o conceito de flexibilidade energética não é novo: o próprio Google já havia anunciado, no início deste ano, mais de 1 gigawatt em capacidade de resposta de demanda. A expectativa da aliança é que a prática passe a valer em maior escala e com padrões comuns entre as empresas do setor.


