A Meta liberou nesta quinta-feira (5) chamadas de voz e vídeo em tempo real com o avatar do Muse, seu agente pessoal de IA, para todos os usuários do aplicativo nos Estados Unidos, segundo o The Verge e o TechCrunch.

O The Verge relata que o CEO Mark Zuckerberg anunciou o recurso, enquanto o TechCrunch aponta que o diretor de IA da empresa, Alexandr Wang, publicou no X uma demonstração em vídeo da conversa com seu próprio Muse. Segundo as duas fontes, o avatar reage com expressões e gestos sutis que acompanham o tom da conversa enquanto fala.

Avatar com nome e aparência personalizáveis

As duas fontes citam o apelido "Jolly" para o avatar padrão do Muse, que os usuários podem trocar por outra aparência — de pessoa a animal — nas configurações. O TechCrunch descreve o avatar de Wang como um cachorro branco fofo, que respondeu a uma brincadeira sobre memes publicados pelo executivo no X sugerindo que ele acrescentasse ressalvas às publicações.

Segundo o TechCrunch, o recurso usa dois modelos novos, batizados de Muse Realtime Avatar e Muse Realtime Voice, que dão conta de animar o avatar e gerar a fala em tempo real. A reportagem acrescenta que a chamada de voz e vídeo também funciona na web e no Mac, além do aplicativo móvel.

Antes só para alguns, agora para todo o país

O recurso havia sido apresentado pela primeira vez na conferência Connect da Meta, em setembro, segundo o TechCrunch. Antes desta semana, a chamada de voz e vídeo estava disponível apenas para um grupo restrito de usuários nos Estados Unidos; agora, a Meta diz que ela chega a todo o país, de acordo com as duas fontes.

Como funciona a conversa

Segundo o The Verge, é possível trocar o tom da voz do Muse de duas formas: pedindo ao próprio agente que ajuste o tom durante a conversa ou escolhendo entre opções prontas nas configurações do avatar. O TechCrunch esclarece que o avatar não usa a câmera do aparelho para "ver" o usuário — ele apenas ouve o que é dito e reage com base nisso, sem acesso a imagem.

O TechCrunch cita a aposta da Meta em dar corpo e nome ao Muse: a empresa afirma que personificar o agente dessa forma aproxima o usuário da ferramenta, e que essa conexão deve crescer à medida que mais pessoas passam a ter conversas ao vivo com o avatar.

Em teste relatado pelo The Verge, o Muse respondeu rápido às perguntas por voz, com pausas ocasionais quando precisava buscar uma informação — o mesmo comportamento observado no chat em texto. A publicação descreve a sincronia entre a fala e a animação do avatar como boa, embora tenha achado o resultado "um pouco estranho" ao configurar o próprio avatar com a aparência de Mark Zuckerberg.

Próximo destino: óculos de IA e o gadget Muse Charm

O The Verge e o TechCrunch confirmam que a Meta vai levar o modo de voz e vídeo aos óculos de inteligência artificial da empresa "em breve" e também ao Muse Charm, um dispositivo vestível ainda não lançado, com tela pequena para exibir o avatar. Segundo as duas fontes, a Meta prevê lançar o Muse Charm ainda este ano.

Na prática

  • Quem pode usar: todos os usuários do app Muse nos Estados Unidos, segundo a Meta; o recurso também funciona na web e no Mac, de acordo com o TechCrunch.
  • Desde quando: a liberação nacional foi anunciada em 5 de novembro de 2026; o recurso havia sido mostrado pela primeira vez na conferência Connect, em setembro.
  • O que muda: antes restrito a um grupo pequeno de usuários, o modo de voz e vídeo com avatar animado passa a valer para todo o público do app nos EUA.
  • Próximos passos: a Meta diz que vai levar o recurso aos óculos de IA e ao Muse Charm, dispositivo vestível com lançamento previsto ainda para este ano.