O chip Nvidia RTX Spark chegou aos primeiros laptops mostrados publicamente, na feira IFA 2026, em Berlim, segundo reportagens da Wired, do Hipertextual e do Computer Hoy. O processador havia sido anunciado antes pela Nvidia e agora aparece embarcado em notebooks de fabricantes como Lenovo, Dell, Asus, HP e Microsoft.
Na configuração mais avançada, o RTX Spark combina uma CPU Nvidia Grace com até 20 núcleos e uma GPU Blackwell RTX com até 6.144 núcleos, além de até 128 GB de memória unificada — nesse desenho, processador e placa gráfica compartilham o mesmo bloco de memória, em vez de usar reservas separadas como em um notebook convencional. Segundo as três publicações, essa configuração alcança até 1 petaflop de desempenho em tarefas de inteligência artificial no formato de dados FP4, unidade usada para medir a capacidade bruta de processamento desse tipo de tarefa.
O RTX Spark é um "system-on-a-chip": CPU, GPU e memória vêm soldados num único componente, em vez de peças separadas montadas na placa-mãe como em um notebook Windows tradicional. Segundo o Computer Hoy, esse desenho baseado em Arm — a mesma família de arquitetura usada em chips de celular — coloca a Nvidia em disputa direta com os processadores Apple Silicon dos MacBooks e com os chips Arm da Qualcomm usados em outros notebooks com Windows.
Os primeiros notebooks
A Lenovo apresentou dois modelos com o RTX Spark: o Yoga Pro 9n e o Yoga 9n 2-em-1. Segundo a Wired e o Hipertextual, o Yoga 9n 2-em-1 tem tela OLED sensível ao toque de 16 polegadas e, nessa versão, a memória fica limitada a 64 GB — um degrau abaixo do teto de 128 GB do chip. O Yoga Pro 9n aparece também na lista oficial de parceiros da Nvidia para o RTX Spark, citada pelo Computer Hoy.
Outros fabricantes confirmaram modelos com o mesmo chip, segundo a Wired e o Computer Hoy: o Dell XPS 16, o Asus ProArt P16, o HP OmniBook X 14 e o Microsoft Surface Laptop Ultra. As duas publicações descrevem esses aparelhos como voltados a quem cria conteúdo ou usa ferramentas de inteligência artificial no dia a dia de trabalho.
Foco em rodar inteligência artificial no próprio aparelho
As três publicações descrevem o RTX Spark como um chip voltado a processar modelos de inteligência artificial diretamente no computador. Segundo a Wired, o lançamento acompanha o crescimento de agentes de IA que executam tarefas localmente, usando a capacidade de processamento do próprio aparelho em vez de depender de servidores na internet — o que também ajuda a manter dados sensíveis, como informações financeiras, fora da nuvem.
Rodar um modelo de IA localmente significa que os cálculos acontecem no próprio notebook, sem enviar os dados da conversa ou da tarefa para os servidores de uma empresa de tecnologia processá-los e devolver a resposta pela internet. A vantagem prática é menos dependência de conexão e mais controle sobre onde a informação fica armazenada — mas isso exige hardware potente o bastante para rodar o modelo sozinho, o que explica a quantidade de memória e núcleos de processamento reunidos no RTX Spark.
Preço e data de chegada ainda em aberto
Nenhuma das três publicações teve acesso ao preço dos notebooks até o fechamento das reportagens. A Wired escreveu que o preço é a informação mais importante que ainda falta, e o Hipertextual e o Computer Hoy confirmaram que os fabricantes não divulgaram valores.
Sobre a data de chegada ao mercado, a Wired indicou lançamento no outono do Hemisfério Norte, que cobre os meses de setembro a dezembro, enquanto o Computer Hoy citou outubro como o mês em que a Nvidia pretende começar a vender os primeiros PCs com Windows equipados com o chip.


