O Google liberou nesta terça-feira (13) o acesso ao Gemini 4 Argon para desenvolvedores, empresas e assinantes dos planos Pro e Ultra, segundo o The Verge, a Xataka, o Estadão e a Hipertextual. O modelo chega à API paga, ao aplicativo Gemini, ao modo de IA da Busca e, para assinantes Ultra, também à plataforma de agentes Antigravity.
A liberação amplia o acesso a um modelo que o Google já tinha anunciado no fim de setembro, mas que até então estava restrito a um grupo de especialistas em cibersegurança e testadores de confiança, segundo as quatro fontes.
Lançamento global e o mais poderoso da empresa, segundo o Google
O Estadão e a Xataka descrevem a liberação desta terça como um lançamento global, a primeira vez que o Argon sai do grupo restrito de testes. As duas fontes também classificam o modelo como o mais poderoso já desenvolvido pelo Google até agora.
Preço de lançamento custa um quinto dos rivais
O Gemini 4 Argon estreia com tarifa promocional de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída — o equivalente a cerca de R$ 10 e R$ 50 pela cotação atual, segundo o Estadão. O valor representa cerca de um quinto do que cobram o GPT-6 Astra, da OpenAI, e os modelos Fable 5, da Anthropic, de acordo com o The Verge e o Estadão.
Os preços promocionais valem até o fim de novembro. A partir de dezembro, segundo as duas fontes, o custo por token dobra — ainda assim, o modelo deve continuar mais barato que os concorrentes de ponta, embora o gasto final dependa de quantos tokens cada tarefa consome. É essa conta por token, e não a mensalidade de um aplicativo, que pesa no orçamento de empresas que processam grandes volumes de texto pela API.
Google diz que modelo supera concorrentes em testes internos
Segundo o Google, citado pelo The Verge, pela Xataka, pelo Estadão e pela Hipertextual, o Argon supera o GPT-6 Astra, o Claude Fable 5.1 e o Claude Opus 5.5 em testes internos de programação, cibersegurança, ciência, finanças e direito. A empresa afirma que o modelo responde de forma mais direta, com menos repetições e hesitações que a geração anterior.
O Argon chega a um mercado em que a OpenAI já vende o GPT-6 Astra e a Anthropic vende os modelos Fable 5.1 e Opus 5.5 — os mesmos três sistemas que o próprio Google escolheu como referência de comparação nos testes internos, segundo as quatro fontes.
O Gemini 4 Argon também aceita um limite combinado de até 1 milhão de tokens entre entrada, raciocínio e saída em uma única tarefa, segundo a Xataka e a Hipertextual. Na prática, isso permite que o modelo mantenha uma tarefa longa — como revisar um projeto de software inteiro — sem precisar recomeçar o raciocínio do zero a cada etapa.
Cibersegurança é a aposta declarada pelo Google
Entre os usos citados pelo Google, está a parceria com a empresa de cibersegurança Wiz, que passou a usar o Gemini 4 para encontrar e corrigir vulnerabilidades de software em sistemas de defesa, segundo a Xataka e a Hipertextual. As duas fontes descrevem esse uso como parte do mesmo pacote de cibersegurança que levou o Google a testar o modelo primeiro com especialistas da área, antes de liberá-lo para o público geral.
O lançamento chega depois de meses em que o Google ficou atrás da Anthropic e da OpenAI na corrida por modelos de ponta, segundo o The Verge e a Hipertextual. A liberação do Argon acontece um dia depois de a Meta anunciar seu próprio modelo de fronteira, o Muse Wonder, de acordo com o The Verge e o Estadão — mais um sinal de que o ritmo de lançamentos entre as grandes empresas de IA não deu trégua nesta semana.
O Google ainda não informou se, ou quando, o Gemini 4 Argon vai chegar aos assinantes do plano Plus ou aos usuários gratuitos, segundo o The Verge e o Estadão.


