A Meta apresentou nesta quarta-feira (23), durante a conferência Meta Connect, em Menlo Park, um novo dispositivo chamado Muse Charm: um pingente do tamanho de um chaveiro que permite falar com o agente de inteligência artificial Muse sem precisar abrir o celular, segundo a TechCrunch e a CNBC.
O CEO Mark Zuckerberg revelou o produto no fim da apresentação, como "mais uma coisa" antes de encerrar o evento. Segundo a TechCrunch, o dispositivo ainda não está pronto para ser vendido: a empresa afirmou que precisa "finalizar o arranjo dos componentes" e pretende lançá-lo a tempo do período de festas de dezembro.
Como funciona o pingente
O Muse Charm tem uma tela pequena na frente, que mostra um avatar do agente Muse, e um sensor de impressão digital. Ao tocar o sensor, o usuário pode começar a falar com o Muse sem precisar desbloquear o telefone ou abrir um aplicativo, segundo a TechCrunch e a CNBC.
"Empacotamos toda a experiência do Muse, incluindo voz em tempo real e avatar, em algo que cabe num chaveiro e está sempre disponível para conversar", disse Zuckerberg, segundo a TechCrunch. Ele afirmou ainda que, para quem não estiver usando os óculos da empresa, o pingente será "a forma mais rápida" de falar com o Muse e mostrar o que está acontecendo ao redor.
Nem a Meta, nem a TechCrunch, nem a CNBC informaram o preço do dispositivo.
Parte de uma aposta maior em agentes de IA
O Muse é o agente pessoal de inteligência artificial da Meta, lançado no início de setembro. Segundo a Engadget e a TechCrunch, ele já funciona em aplicativos para iOS, Android e Mac, além de dentro do WhatsApp, e pode navegar na internet, reservar viagens, fazer ligações, enviar e-mails e até realizar compras em nome do usuário, mediante autorização prévia para ações sensíveis, como pagamentos.
A Meta também confirmou que o Muse vai passar a funcionar nos óculos inteligentes da empresa "nos próximos meses", segundo a TechCrunch e a Engadget. Ativado por uma palavra de comando, o agente vai poder guiar treinos, registrar refeições e agendar compromissos com o usuário de mãos livres, avisando quando a tarefa estiver concluída.
Segundo a TechCrunch, a Meta também está levando o Muse para o computador: a versão do aplicativo para Mac vai ganhar a capacidade de operar qualquer programa no desktop do usuário, como já fazem agentes concorrentes da OpenAI e da Anthropic. "Você pode usá-lo para tocar seu pequeno negócio, ou simplesmente fazer o trabalho por você", disse Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, durante o evento, segundo a reportagem.
A empresa afirmou ainda, segundo a TechCrunch, que vai manter o Muse gratuito para um grande volume de uso, com a expectativa de lucrar no futuro cobrando uma pequena taxa sobre transações feitas pelo agente, como compras concluídas em nome do usuário.
Óculos de realidade virtual chegam em 2027
No mesmo evento, a Meta revelou os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual mais leves e finos que a linha Quest, a atual geração de headsets da empresa. Segundo comunicado da própria Meta e a CNBC, o dispositivo chega às lojas na primavera do hemisfério norte de 2027, por US$ 1.299,99, e usa um processador Qualcomm alojado numa unidade externa conectada aos óculos, responsável pelo processamento e pela bateria.
É o primeiro headset de realidade virtual lançado pela Meta desde 2024, segundo a CNBC. Assim como o Muse Charm, os óculos também terão o agente Muse integrado ao sistema operacional, permitindo comandos por voz, olhar e gestos das mãos, sem a necessidade de controles físicos.
Zuckerberg descreveu o Muse, em conjunto com esses novos dispositivos, como o centro da aposta da empresa para os próximos anos. Mas nem a Meta, nem a imprensa presente ao evento detalharam quando o Muse Charm efetivamente chegará às lojas, além da meta de tê-lo pronto para dezembro.


