A Meta lançou nesta sexta-feira (6) o recurso "spaces" no aplicativo de inteligência artificial Muse, que permite criar painéis personalizados dentro do app a partir da descrição de uma ideia, segundo comunicado da própria empresa.

O Muse é o assistente pessoal de IA da Meta. O app chegou a Singapura em novembro, menos de dois meses depois do lançamento nos Estados Unidos, segundo cobertura anterior do Cortexplor. O recurso agora lançado passa a valer em todos os mercados onde o assistente já funciona.

Pelo texto oficial, o usuário descreve o que quer — como um planejador de compras de fim de ano, um jogo de palavras diário ou um quadro para organizar um projeto — e o Muse monta a estrutura automaticamente. O The Verge dá outros exemplos de painéis possíveis, como um painel de compras, um painel escolar, um controle de músicas e um jogo de perguntas e respostas.

A Meta cita ainda situações cotidianas que podem virar um espaço: uma ideia esquecida no aplicativo de notas, uma planilha que o usuário nunca chega a organizar ou um hobby que ele queria começar a praticar. Segundo a empresa, qualquer uma dessas pontas soltas pode se tornar um painel funcional dentro do Muse.

Como funciona na prática

Segundo a Meta, cada espaço criado passa a fazer parte do app e pode ser reaberto quando o usuário quiser, com ajustes contínuos pedidos à própria IA — adicionar algo que faltava, mudar a aparência ou alterar o funcionamento. A empresa também afirma que é possível reorganizar os espaços dentro do Muse: colocá-los na barra lateral, movê-los para as abas principais, esconder os que não estão em uso ou programar quando cada um deve aparecer. Como exemplo, a Meta cita manter um planejador semanal visível durante a semana de trabalho e substituí-lo pela agenda do fim de semana no sábado.

O The Verge acrescenta que os espaços podem se conectar a aplicativos externos, como Gmail, Google Agenda, OpenTable, Notion e outros compatíveis com o Muse, para se atualizarem automaticamente. Segundo a Meta, isso permite que um espaço traga por conta própria novas datas de shows, mudanças de preço ou o progresso de uma meta de economia, sem que o usuário precise perguntar.

Mais um recurso de IA chega ao app

A Meta também afirma que está levando ao Muse versões especializadas de seus modelos de IA, treinadas com aprendizados do Muse Wonder. O The Verge detalha que essas versões trazem capacidades batizadas de "Active Memory" e "Active Focus", que ajudam o Muse a lembrar informações relevantes de conversas anteriores e a manter o foco em objetivos durante o uso. Segundo a publicação, os dois recursos chegam tanto ao aplicativo Muse quanto ao chatbot separado Meta AI.

Segundo a Meta, os espaços já estão disponíveis em todos os lugares onde o Muse existe. A empresa afirma ainda que está estudando formas de permitir que usuários compartilhem seus espaços entre si, para tornar a experiência mais colaborativa — informação confirmada também pelo The Verge.

Na prática

  • Quem pode usar: todos os usuários do Muse, em qualquer lugar onde o aplicativo esteja disponível, segundo a Meta.
  • Desde quando: a partir desta sexta-feira (6), data do anúncio da empresa.
  • O que muda em relação a antes: até então, o Muse não permitia montar painéis personalizados dentro do próprio app descrevendo a ideia em texto.
  • Como funciona a conexão com outros apps: o usuário autoriza o acesso a serviços como Gmail, Google Agenda, OpenTable e Notion, e o espaço passa a se atualizar sozinho, segundo a Meta e o The Verge.
  • O que vem a seguir: a Meta estuda liberar o compartilhamento de espaços entre usuários, mas ainda sem data.