A receita anualizada do negócio de anúncios do ChatGPT chegou a US$ 1 bilhão, cerca de 200 dias depois do início do formato, segundo comunicado da OpenAI citado pela CNBC e pela SiliconANGLE.
O número é uma taxa de receita anualizada: uma projeção calculada a partir do que a empresa arrecadou até agora e multiplicada para um período de 12 meses, e não o valor já faturado nesse intervalo, segundo o Tecmundo.
Os testes de anúncios dentro do ChatGPT, restritos a um grupo pequeno de usuários nos Estados Unidos, começaram em fevereiro deste ano, segundo a Mobile Time, a CNBC e a SiliconANGLE.
Como o anúncio aparece na conversa
Os anúncios são exibidos ao final das respostas do ChatGPT, identificados como conteúdo patrocinado, e não influenciam o que o modelo responde, segundo a CNBC e a SiliconANGLE. As duas fontes afirmam também que anunciantes não têm acesso às conversas privadas dos usuários.
O formato aparece para assinantes do plano ChatGPT Go e para usuários do plano gratuito, que juntos formam a maior parte da base de 1 bilhão de usuários ativos semanais do ChatGPT, segundo a CNBC e a SiliconANGLE.
Presença em mais de 40 países, incluindo o Brasil
O ChatGPT Ads já está disponível em mais de 40 países, entre eles o Brasil, segundo a CNBC e a Mobile Time. A OpenAI afirma que pretende ampliar esse número, de acordo com a Mobile Time.
Um recurso de autoatendimento para compra de anúncios, até então restrito a poucos mercados, passou a valer também para a Índia e para países da Europa, do Oriente Médio e do norte da África, segundo a Mobile Time, a CNBC e a SiliconANGLE.
O anúncio da marca de US$ 1 bilhão foi feito nesta segunda-feira (31), no mesmo comunicado em que a OpenAI detalhou a expansão do autoatendimento publicitário, segundo a CNBC e a SiliconANGLE. "Nossa próxima fase de crescimento vai levar os anúncios do ChatGPT a mais mercados e trazer novos formatos, objetivos, opções de compra e recursos de mensuração", disse a OpenAI, em trecho do comunicado citado pela CNBC.
Diversificação de receita sob pressão do IPO
A OpenAI apresenta o negócio de anúncios como parte do que chama de "modelo de negócio diversificado", ao lado de assinaturas para consumidores, contratos corporativos e cobrança pelo uso de suas interfaces de programação, segundo a CNBC e a SiliconANGLE.
O anúncio chega em um momento de pressão sobre a OpenAI para justificar sua avaliação de US$ 852 bilhões, às vésperas de uma oferta pública inicial de ações esperada para os próximos meses, segundo as mesmas duas fontes.
A entrada da OpenAI em publicidade ocorre em meio a pressão financeira: a empresa registrou prejuízo operacional de US$ 12,3 bilhões e receita trimestral de US$ 6,7 bilhões, alta de 18% ante o trimestre anterior, segundo a SiliconANGLE. A publicação lembra que o resultado veio um dia depois de a rival Anthropic reportar receita trimestral de US$ 11,6 bilhões, alta de mais de 50%, além de um pequeno lucro.
Publicidade digital é uma fonte de receita consolidada para outras gigantes de tecnologia, como Google e Meta, segundo a CNBC. A SiliconANGLE cita também a Amazon entre as empresas que já lucram com esse modelo.
Anthropic critica a decisão
A Anthropic, dona do assistente Claude e principal rival da OpenAI, criticou a entrada de anúncios no ChatGPT e fez da decisão o tema de sua primeira campanha na Super Bowl, segundo a CNBC e a SiliconANGLE.
A Tecmundo afirma que a Anthropic reforça publicamente o compromisso de não adotar esse formato de publicidade em seus próprios produtos.
A OpenAI afirma ter parcerias publicitárias com mais de 50 marcas, firmadas por meio de agências como a Omnicom e a WPP, segundo a SiliconANGLE. A publicação também aponta que a empresa ampliou rapidamente o alcance dos anúncios desde o início dos testes, em fevereiro, até chegar à marca atual de receita anualizada.


